Diário do Centro do Mundo Qual é a responsabilidade do Sírio no escândalo do vazamento? Por Leandro Fortes

Desde que deu entrada no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, em 24 de janeiro, até o dia de sua morte, 2 de fevereiro, Dona Marisa Letícia Lula da Silva esteve submetida a uma rotina de quebra de ética médica que precisa, urgentemente, ser investigada – e não apenas pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), mas pela polícia e pelo Ministério Público. Até o dia do falecimento da esposa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o fato mais marcante – e repugnante – nesse sentido foi a exposição pública, via redes sociais, da tomografia computadorizada de Marisa Letícia. Veiculada por um desses canais do esgoto jornalístico, a tomografia foi a primeira prova de que há, dentro de Sírio Libanês, uma célula de ódio político ativa e com ramificações dentro da mídia. Agora, sabemos que uma médica, a reumatologista Gabriela Munhoz, de 31 anos, foi demitida na surdina depois de constatado que ela vazou informações sobre o estado de saúde da ex-primeira-dama assim que a paciente entrou no Sírio Libanês. Gabriela mandou os dados para um grupo de whatsapp de antigos colegas de faculdade, no qual confirmava o diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral (AVC). No mesmo grupo, um outro médico, Pedro Paulo de Souza Filho, divulgou as imagens da tomografia de Dona Marisa, ao mesmo tempo que desfiava detalhes do diagnóstico confirmados, prontamente, pela médica Gabriela Munhoz. Segundo informações veiculadas na imprensa, esses mesmos dados foram compartilhados também a partir de um outro grupo de whatsapp, por meio do cardiologista Ademar Poltronieri Filho. Ou seja, formou-se uma rede de médicos, se é que podemos chamá-los assim, para disseminar informações sigilosas sobre a saúde de uma mulher a quem deveriam assistir e cuidar. A ação, claro, visava debochar da paciente e excitar as bestas antipetistas que vestem jaleco, país afora. Mas o pior ainda estava por vir. Ao receber as informações vazadas pelas redes sociais, um neurocirurgião chamado Richam Faissal Ellakkis, médico de uma unidade da Unimed, em São Roque (SP), e de hospitais da capital paulista, comentou o seguinte: – Esses “fdp” vão embolizar ainda por cima. Tem que romper no procedimento. Daí, já abre pupila. E o capeta abraça ela. Embolizar é um procedimento levado a cabo para provocar o fechamento de um vaso sanguíneo e, assim, diminuir o fluxo de sangue em determinado local do corpo. Esses acontecimentos dão conta de dois problemas gravíssimos. O primeiro, a ser resolvido a longo prazo, diz respeito à formação humanística dos médicos e médicas brasileiros. Basta dar uma olhada nas redes sociais dessa gente para se ter a dimensão do problema. Trata-se de uma horda que destila e dissemina ódio político e de classe. E, pior, não tem compromisso algum com a medicina nem com a sociedade. São monstrinhos competitivos enfiados em jalecos brancos. O segundo, urgente: investigar todo os procedimentos médicos realizados no Sírio Libanês, em relação a Dona Marisa, e destrinchar como funciona esse esquema de vazamentos para a mídia e grupos de haters na internet. O que, aliás, não é coisa nova, naquele hospital. Prontuários sobre o estado de saúde de Lula e da ex-presidenta Dilma Rousseff, ambos ex-pacientes com câncer, foram também vazados para a mídia.

Fonte: Diário do Centro do Mundo Qual é a responsabilidade do Sírio no escândalo do vazamento? Por Leandro Fortes

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