Diário do Centro do Mundo Por que o caso de apreensão de drogas na fazenda de Aloysio morreu em tempo recorde. Por Kiko Nogueira

  Em junho 2009, um caso de apreensão de entorpecentes surgiu e desapareceu de forma fulminante. Aconteceu numa fazenda em Pontalinda, interior de São Paulo. Numa quinta feira de maio, a polícia encontrou um tambor de leite com 19 quilos de pasta base de cocaína, 515 gramas de crack e 13 cartuchos para pistola. O dono das terras era o tucano Aloysio Nunes Ferreira Filho, então secretário da Casa Civil, hoje chanceler. O governador era José Serra, o mesmo que Aloysio substitui hoje no Itamaraty. Em uma semana, o delegado Antônio Mestre Júnior, o “Mestrinho”, chefe da Polícia Civil na área de São José do Rio Preto, não tinha achado os culpados, mas já tinha um inocente. “O doutor Aloysio é vítima”, garantiu à Folha. “Os criminosos escolheram a propriedade pela sua localização geográfica e facilidade de esconderam [sic] a droga ali”. Atenção para o “doutor”. Se encontrassem essa quantidade de coisas  dessa natureza no seu sítio, é muito pouco provável que você viesse a ter o mesmo tratamento. Aliás, seria preso em flagrante. Segundo a Folha, Aloysio afirmou que não iria comentar porque poderia “atrapalhar as investigações”. No Diário, publicação de Rio Preto e arredores, sua assessoria declarou que “foi o namorado da filha de seu caseiro, um policial militar, que suspeitou da movimentação e acionou a polícia”. Os bandidos teriam escolhido o lugar pela fragilidade da segurança e por ser rota de tráfico internacional a partir de Paraguai e Bolívia. Tudo foi incinerado, assegurou Mestrinho. E ponto final. Há semelhanças óbvias com o Helicoca. Para começar, o desinteresse da mídia num assunto envolvendo políticos que não são do PT. Houve aquele registro da Folha e um abraço. E a rapidez: no Helicoca, o delegado Leonardo Damasceno, da PF, levou menos de duas semanas para declarar que os Perrellas não tinham nada a ver com o que foi encontrado na aeronave da família. Mestrinho, que cuidou do caso Aloysio, foi mais veloz. “Doutor” Aloysio está acima de qualquer suspeita há muito tempo.

Fonte: Diário do Centro do Mundo Por que o caso de apreensão de drogas na fazenda de Aloysio morreu em tempo recorde. Por Kiko Nogueira

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Um comentário em “Diário do Centro do Mundo Por que o caso de apreensão de drogas na fazenda de Aloysio morreu em tempo recorde. Por Kiko Nogueira

  1. ALGUÉM TEM ALGUMA DÚVIDA DE QUE ALGUMA COISA ESTÁ MUITO ERRADA?
    TEM ALGUMA IDEIA DO QUE SEJA? O QUE PODE ESTAR ASSIM TÃO ERRADO?

    Refiro-me a um “País em pudor”; não me referi à nação.
    Ao contrário, todas as minhas crônicas demonstram que a nação, neste bacanal em que transformaram o país, apenas entra com o ânus. Arregaçado, esculachado, esculhambado…

    A GENTE JÁ SABIA, A GENTE SABE HÁ MUITO TEMPO…
    > https://gustavohorta.wordpress.com/2017/03/06/a-gente-ja-sabia-a-gente-sabe-ha-muito-tempo/

    “…Alguns tantos, bandidos e em quadrilha,
    A implantar para todos nós outros a tal demo-cracia
    O poder do Demo, o poder do capeta,
    Para Lúcifer governar.
    Na suruba deste bacanal a nós imposto,
    Onde há apenas nosso ânus na farra da bandidagem, …”

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